Percurso






Todo caminho começa com um primeiro passo… 

…Os primeiros passos foram dados desde que li ”Dibs, em busca de si mesmo”, aos 11 anos. 

Ali percebi que todos precisam se conhecer. Ali me apaixonei por pessoas e suas realidades diversas e ocultas, muitas vezes reprimidas no inconsciente. 

Então fui crescendo e descobri o teatro, outra escola da alma humana e da pluralidade de existências possíveis. Mais uma vez o amor pela alma das pessoas e suas multiplicidades se revelou a mim. O teatro esteve presente na minha – como ainda está – em diversas fases. Interrompi a prática teatral ao entrar na faculdade. 

Decidi por força da família a fazer o curso de direito, pelo qual me apaixonei nos primeiros anos e rejeitei ao final. Não me sentia pertencente àquela tribo. Algo não falava comigo. Embora a luta pela justiça tenha me presenteado com mais uma oportunidade de ver a alma humana e suas sombras sem subterfúgios. Quando me dei conta de que direito e justiça eram distintos, entrei em crise. Sim! Crises são ótimas oportunidades de crescimento. Cresci. E usei meus conhecimentos na área pública. 

 

Foi uma longa e exitosa trajetória em políticas públicas para estrangeiros, para a justiça, para combate à corrupção, para a cultura, o desenvolvimento agrário, a segurança pública, a saúde, os municípios e para o cinema brasileiros.

Uma longa história, eu sei. Muitas vidas numa só. 

 

E quando achei que meu tempo de contribuição para o país estava chegando ao fim – ledo engano – iniciei formação como terapeuta. 

Primeiro na Escola Dinâmica Energética do Psiquismo, com Aída Pulstinick e Theda Basso.

Depois de três anos, iniciei um processo que me levaria posteriormente à formação como facilitadora de Constelações Familiares. Forma mais de 300 horas de acompanhamento e participação em grupos de Constelação Familiar com Irene Taitson. 

Daí, a viagem às minhas origens. A ida ao sul do Ceará, o mergulho nas relações co-dependentes e o estudo com Krishnananda e Amana Trobe, psiquiatra estadunidense especialista em co-dependência afetiva, do Learning Love Institute. 

Conheci Osho e me identifiquei como uma sanyasin. Ainda me considero assim. Recebi um nome espiritual (Aika) pelo qual muitos me conhecem. 

Um nome espiritual é primeiro um exercício de desapego das verdades e vaidades que o nome civil carrega e, também um desafio. Meu desafio: Ser Una. 

 

A formação em Constelação Familiar chegou depois de mais de 360 horas de participação ativa nos grupos. Assim estamos até hoje. Em formação. 

Porque facilitar constelações familiares é um percurso que não finda. E entre formações, participações e atendimentos já vão mais de 600hs. 

A filosofia de Bert Hellinger, da qual derivam as Constelações Familiares, entrou em mim como modo de olhar o mundo e as relações.  E quanto começou a ser aplicada no judiciário brasileiro, não tive dúvidas de que queria experimentar aquilo. A experiência virou reconciliação com a advocacia, que já não exercia há pelo menos 12 anos.  Direito Sistêmico virou minha segunda pós graduação na área jurídica, desta feita integrando, unificando minha primeira formação acadêmica com a formação terapëutica. Pude ser Una, pude ser Aika. 

Simultaneamente, iniciei e concluí uma formação importante em Experiência Somática (SE), no Trauma Healing Institute, do dr. Peter Levine, em parceria com a Associação Brasileira do Trauma e iniciei a faculdade de psicologia.

Sendo Aika, pude voltar a ser Maria Cláudia Cabral. 

Atriz, advogada, blogueira, poeta, alma pública, escritora e terapeuta. 

Todas essas em mim. Sou muitas viagens, muitas estradas, diversos caminhos. E to na estrada. Vem!